quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Brincadeiras de Rua

Uma idéia reúne-se algumas pessoas, como vai ser? “comigo não morreu”, a animação é geral, torcemos para que a hora não passe, inicia-se assim a brincadeira.
Lembro de ter lido no texto “Uma viajem da história da infância às histórias de vida”, apresentado pela professora Maria Helena, registra que houve um tempo em que adultos e crianças brincavam juntas.
A intenção era simplesmente brincar, se divertir, passar o tempo, então porque será que as coisas mudaram tanto? Talvez as evoluções que ocorreram tenham interferido, mas até que ponto?
As aulas que experimentamos em quadra com o Davi nos transportaram para nossa infância, e percebemos o quanto é bom voltarmos a serem crianças, então é justo impedir as crianças de sentirem bem?
Professores que seremos, temos que frisar sobre isso, como não deixar essas brincadeiras caírem no esquecimento, temos que resgatar e sempre inovar e renovar, explorar a capacidade que as crianças possuem e conseguem tornar tudo divertido, e trazer à tona a criança que existe em nós.
Embora tudo seja diversão, há algo que aprendemos que é de muita importância, trata-se da questão da segurança, avaliar condições, equipamentos, espaço, é tão importante que não imaginei ser tão essencial tratando-se de uma “simples” diversão.
O problema não está na brincadeira, mas nos riscos que qualquer atividade oferece, ainda mais quando o assunto são as crianças sempre tão ativas e cheias de disposição.
Saibamos promover a diversão, pois esta é a maior importância para quem resgatar as brincadeiras de rua, mas tenhamos consciência da responsabilidade que temos ao trazer a idéia para a prática, estejamos sempre a um passo à frente do improvável, e avaliar os riscos possíveis e evitá-los com certeza o prazer da brincadeira estará aliado à responsabilidade de trazer a ludicidade as nossas aulas.


Fair play


OBJETIVO

O objetivo é propor uma re-análise do “fair
“play” na atualidade, sugerindo uma
ressignificação do mesmo, entendendo que o jogo
limpo se origina em princípios aristocráticos e
sendo assim fora da realidade contemporânea do
esporte e da sociedade.

CONCEITO DE FAIR PLAY
O conceito de fair play é um dos principais
valores inerentes ao ideal olímpico concebido por
Pierre de Coubertin. Para Lenk (1987) o fair play
tem dupla natureza, dividindo-se em fair play formal
e informal. Segundo o autor, o fair play formal
caracteriza-se pelo cumprimento das regras e
regulamentos, representando assim uma “norma obrigação”
do competidor. O fair play informal
representa os valores morais do praticante, através
das atitudes cavalheirescas do competidor em
relação aos adversários e árbitros. Este tipo de fair
play não é regulamentado, o autor o considera uma
“norma dever” legitimado socialmente.
Segundo Grupe (1992):
A adesão voluntária às regras esportivas, princípios
e códigos de conduta, obedecendo ao principio da
justiça e renunciando a vantagens injustificadas. A
educação olímpica seria como escola de
cavalheirismo prático, ensejando a oportunidade
de aprender que o sucesso é obtido não apenas
através do desejo e da perseverança, mas também
que é consagrado unicamente através da
honestidade e da justiça. (p.136)
De acordo com o Manifesto sobre o
FAIR PLAY NA ATUALIDADE
Nos últimos anos, o comportamento dos jovens
perante o desporto tem sofrido alterações. Alguns comportamentos
mais freqüentes são: praticar agressões,
adotar comportamentos violentos e faltar com o respeito
os adversários e árbitros. Embora as ocorrências mais
freqüentes e visíveis sejam observáveis no desporto profissional, já é possível encontrar cada vez mais esses
maus comportamentos no desporto jovem
(BREDEMEIER, 1984, citado por GONÇALVES,
COSTA e PIÉRON, 1998).
Os valores que a sociedade transmite ao Desporto,
tais como a honestidade, a lealdade, a sinceridade,
a limpidez de processos, a dignidade, a
correção de atitudes, o respeito mútuo entre quem
participa na competição desportiva e o respeito
inequívoco por regras de condutas cívicas e
desportivas por parte de quem é responsável pela
orientação desportiva tende cada vez mais a
serem irrelevantes e a estarem em vias de extinção
(GONÇALVES, 1988; GONÇALVES, COSTA e
(PIÉRON, 1998).
Como referenciado anteriormente, a prática
desportiva pode proporcionar uma correta transmissão
de valores, pelo que a sua qualidade está
dependente das situações criadas na prática
desportiva (GONÇALVES, 1997) e da importância
dada pelo treinador/professor ou outros agentes
de socialização.
Os valores devem ser sublinhados através de
uma postura ética em relacionamentos
interpessoais. No esporte este parâmetro é trabalhado
através do respeito mútuo, da honestidade,
do cavalheirismo, do respeito pelas regras, ou seja,
através do fair play. Portanto, é preciso que a prática
esportiva seja orientada pedagogicamente,
fortalecendo as noções de ética e cidadania.
Vemos que a contribuição do esporte no pensamento
e comportamento ético do indivíduo também
torna-se de suma importância para a formação
deste, sendo o fair play o fio condutor da transmissão
dos valores que orientam a aquisição desta
conduta ética. Devido ao fato dos valores estarem
sendo modificados no comportamento de
cada indivíduo, a identificação de atitudes
antiética nos jovens atletas é de vital importância
para melhor se entender o processo pelo qual
eles tomam as decisões em situações esportivas.
De acordo com Gebauer e Wulf (1992), esta
codificação do cavalheirismo esportivo é uma tentativa
de extrapolar uma moral positiva que está
além dos princípios formais da competição. Isto
porque, de um modo geral, a maneira como as
competições são organizadas, “não é um campo
onde a moral possa florescer, sem falar em
“ética” (idem). Deste modo, a promoção de um
comportamento ético na arena esportiva “demanda
conjuntos de idéias ou ferramentas mentais
outras que aquelas fixadas em documentos
escritos “(p. 468). Dessa forma, a competição organizada
simplesmente para a disputa do título,
que não valoriza os pressupostos do olimpismo,
remete os competidores a um campo neutro onde
a ética se marginaliza e o único sentido é a vitória.
Stouff apud Ikhioya (1996) identificou 50 problemas
comportamentais apresentados por crianças
no âmbito escolar. Alguns desses problemas
são relacionados à prática esportiva, que se não
controlados freqüentemente continuarão na idade
adulta e subseqüentemente, romperão com a
ordem social e a decência, isto aplicado ao esporte.
Ikhioya observa que a tendência das crianças
em trapacear no esporte pode ser reforçada pela
observação de outros atletas trapaceando e ganhando
glória e honra por atos sujos.
De acordo com os Parâmetros Curriculares
Nacionais para a educação Física (BRASIL–SECRETARIA
DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL,
(1998), dentre os objetivos gerais para o ensino
fundamental, deve-se “repudiar qualquer espécie
de violência, adotando atitudes de respeito
mutuo dignidade e solidariedade nas práticas da
“cultura corporal de movimento” (p.63). Essa afirmação
remete a outra maneira de prática esportiva,
voltada para o âmbito escolar. Turini (2002)
ressalta que “parece que o melhor caminho é não
descartar a competição da escola. O que deve ser
feito é “tratar a competição pedagogicamente” (p.
(261).
A partir da Carta Internacional de Educação.

Referências
GRUPE, O. El Olimpismo y la idea olímpica en sus
aspectos culturales, filosóficos y pedagógicos. In:
Actas Congreso Científico Olímpico, Málaga: IAD,
1992.

Paraolimpíada

Paraolimpíadas

A história do Esporte Adaptado no Mundo e no Brasil
O Esporte Adaptado surgiu no início do século XX, de forma muito tímida. Na primeira década do século, iniciaram-se as atividades competitivas para jovens portadores de deficiências auditivas, especialmente em modalidades coletivas. Por volta de 1920, tiveram início às atividades para jovens portadores de deficiência visual, especialmente a natação e o atletismo.

Para pessoas portadoras de deficiências físicas, o início do esporte oficialmente se deu ao final da Segunda Guerra Mundial, entre 1944 e 1952, quando os soldados voltaram para os seus países de origem com vários tipos de mutilações e outras deficiências físicas.

As primeiras modalidades tiveram origem na Inglaterra e nos Estados Unidos. Na Inglaterra, por iniciativa do médico Ludwig Guttmann, indivíduos com lesão medular ou amputações de membros inferiores começaram a praticar jogos esportivos em um hospital
em Stoke Mandeville.

Nos Estados
Unidos, por iniciativa da PVA (Paralyzed Veterans of América), surgiram às primeiras equipes de basquetebol em cadeira de rodas e as primeiras competições de atletismo e natação.

Desde então, o esporte para portadores de deficiências físicas não parou de crescer e, desde 1960, ocorrem os Jogos Paraolímpicos, sempre alguns dias após e na mesma sede dos Jogos Olímpicos convencionais.

Este segmento esportivo é muito praticado e muito divulgado em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos e Europa. As Paraolimpíadas e o Esporte Adaptado são nesses países muito divulgados e acompanhados pela mídia e pelo povo, na mesma proporção que acontece com os esportes convencionais.

No Brasil, o esporte adaptado surgiu em 1958 com a fundação de dois clubes esportivos (um no Rio e outro em São Paulo). Nos últimos cinco anos, o Esporte Adaptado brasileiro vem evoluindo, mas por falta de informação e, principalmente, de condições específicas para a sua prática, muitos portadores de deficiência ainda não têm acesso a ele.

Mesmo sem o apoio necessário, nas Paraolimpíadas de Sydney, em 2000, o Brasil conquistou um número recorde de 22 medalhas, sendo seis de ouro, 10 de prata e seis de bronze, quebrando três recordes mundiais no atletismo. E no futebol para amputados, o Brasil sagrou-se tetracampeão. Atualmente, o Esporte Adaptado no Brasil é administrado por 6 grandes instituições: A ABDC (Associação Brasileira de Desporto para Cegos) que cuida dos deficientes visuais, a ANDE (Associação Nacional de Desporto para Excepcionais) que cuida dos paralisados cerebrais e dos lesautres, a ABRADECAR (Associação Brasileira de Desportos em Cadeira de Rodas) que administra as modalidades em cadeira de rodas, a ABDA (Associação Brasileira de Desportos para Amputados) que cuida dos amputados, a ABDEM (Associação Brasileira de Desportos para Deficientes Mentais) que administra os esportes para deficientes mentais e a CBDS (Confederação Brasileira de Desportos para Surdos) que cuida dos deficientes auditivos e não está vinculada ao Comitê Paraolímpico Brasileiro.
                                                         
Os Jogos Paraolímpicos foram sempre realizados no mesmo ano que os Jogos Olímpicos. Desde o Seul 1988 e nos Jogos Paraolímpicos de Albertville 1992 Paraolímpicos de Inverno também têm tido lugar nas mesmas locais como os Jogos Olímpicos. Em 19 de Junho de 2001, foi assinado um acordo entre o COI e do IPC garantir essa prática para o futuro. A partir do processo de licitação de 2012, a cidade-sede escolhida para sediar os Jogos Olímpicos será obrigada também a Paraolimpíada.

A cidade canadense de Vancouver sediará a próxima Paraolímpica de Inverno em 2010, enquanto Londres sediará os Jogos Paraolímpicos em 2012 e Sochi será o anfitrião dos Jogos Paraolímpicos de Inverno de 2014.                                                             


Olipíadas de inverno

Jogos Olímpicos de Inverno
             São os Jogos Olímpicos que reúnem as provas esportivas executadas no gelo ou na neve. A primeira edição foi realizada em 1924 em Chamonix, França. Os jogos de 1940 de Sapporo no Japão e 1944 de Cortina d'Ampezzo na Itália foram cancelados devido à Segunda Guerra Mundial. Até 1992 os Jogos Olímpicos de Inverno eram realizados no mesmo ano que os Jogos de Verão. Em 1994, a tradição de realizar os jogos de quatro em quatro anos foi quebrada para que, a partir de então, os Jogos de Inverno fossem realizados em anos diferentes dos Jogos de Verão.



Olimpíadas Modernas

A restauração dos Jogos Olímpicos
Nova Era

A Confraternização dos povos por meio dos esportes é bem mais do que um simples clichê. Nos últimos cem anos, as olimpíadas se constituíram num dos raros rituais capazes de proporcionar momentos de real harmonia entre os povos.
            De quatro em quatro anos, as nações deixarem de lado suas divergências e se reuniram não para combater ou guerrear entre si, mas para competir fraternalmente e celebrar a (Esperança da) paz.
            Pierre de Frendi - conhecido c A  Confraternização dos povos por meio dos esportes é bem mais do que um simples clichê. Nos últimos cem anos, as olimpíadas se constituíram num dos raros rituais capazes de proporcionar momentos de real harmonia entre os povos. Como o barão de Coubertin – Nasceu em Paris no dia 1º de Janeiro de 1863, pouco depois das primeiras escavações arqueológicas francesas em Olímpia, época de grande interesse europeu pelas ruínas e historias dessa cidade sagrada dos gregos.
            Terceiro filho de um aristocrata dedicado á pintura passou sua infância em castelo junto ao rio Havre.
Até os dezoitos anos, estudou com os Jesuítas e posteriormente ingressou na academia militar de Saint-Cry.
            Ao perceber que não tinha vocação militar, iniciou os estudos de ciências políticas e encontrou sua vocação da filosofia e na Pedagogia, com especializações na Cultura e Historia Grega.
            Pouco depois, conheceu o sistema pedagogo e educativo com ênfase na atividade esportiva, implantando pelo pastor anglicano Thomas Arnold na escola Rúgbi na Inglaterra, com magníficos resultados.
Tendo o pastor como mestre e guia, o barão fixou como primeiro objetivo implantar na França o sistema inglês. Nesta época, o esporte em Território Frances, resumia-se á Pratica Privada e sem cunho competitivo, oposto ao que ocorria na Inglaterra.

Atuais esportes dos Jogos Olímpicos.
Modalidades olímpicas que serão disputadas nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres, Reino Unido

Atletismo
Badminton
Basquete
Boxe
Canoagem
Ciclismo
Esgrima
Futebol
Ginástica
Golfe
Halterofilismo
Handebol
Hipismo
Hóquei sobre grama
Judô
Nado Sincronizado
Natação
Pentatlo Moderno
Pólo Aquático
Remo
Rúgbi
Saltos Ornamentais
Taekwondo
Tênis
Tênis de Mesa
Tiro
Tiro com arco                                                                                                              
Triatlo
Vela
Vôlei
Lutas Olímpicas (Luta livre e Greco-romana)



Olimpiadas na Grécia Antiga

Introdução


                   “O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade” diz Barão de Coubertin, é evidente que o modelo atual das olimpíadas está muito distante daquele atual das primeiras disputas. Há muitos anos a tradição das competições de atletismo, ginástica olímpica, natação e dos chamados esportes coletivos tem garantindo o extraordinário sucesso dos jogos olímpicos.
            Embora os jogos olímpicos envolvam somente provas de alta competição, eles exercem grande influência no esporte popular e no esporte popular e no esporte escolar.
Em geral depois de uma olimpíada, cresce o numero de praticantes das modalidades esportivas que obtiveram maior sucesso e foram mais divulgadas pela mídia.

A história
Das Olimpíadas

Na Historia da Grécia antiga, lenda e realidade se confundem com estórias e feitos dos deuses heróis. por esse motivo , varias versões tentam explicar o  surgimento dos jogos olímpicos
A Primeira delas conta que entre 2500 e 2300 a.C., apões cronos destronar Urano, ele e seus quatro irmãos que habitavam o Monte Ida, se estabeleceram em Olímpia Heracles, o mais velho deles, para homenagear Zeus, propôs uma corrida – o vencedor recebeu uma coroa de ramos de Oliveira -, origem dos Jogos, que passaram a ser disputados de quatro em quatro anos.
Na segunda versão Enomao, rei de pisa e soberano de Olímpia, foi avisado por uma pitonisa, que seria destronado e morto pelo pretendente de sua filha Hipodomia. Por precaução, Enomao convoca os candidatos para uma corrida de biga, disputada entre o altar de Zeus em Olímpia e o autor de Poseidon em Corinto. Ele venceu e matou treze pretendentes. Hipodâmis com a cumplicidade de um escravo sabotou a biga de seu pai, é Pelope, seu amado, se sagrou vencedor. Em outra hipótese acredita-se que Pelope invocou a proteção dos deuses e recebeu um carro de ouro e quatro cavalos e Enomao teria morrido na disputa                     
            Para comemorar a vitoria e o casamento, os noivos, em honra a Zeus, instituíram os jogos, realizados em intervalos fixos de quatro anos. Os filhos do casal se espalharam pela penisula sul da Grécia, até hoje chamado de Peloponeso.
            Na Ultima versão, Hércules recebeu como sexto trabalho, limpar os estábulos dos animais de Áugias, rei de Elis, que sujos há trinta anos exalavam mau cheiro, ele removeu as fezes para o outro campo e desviou o curso do rio Alfeu, fazendo com que suas águas lavassem as estrebarias.
            Como o rei não cumpriu o acordo de lhe dar a décima parte do gado, Hércules matou Áugias, seguiu para Olímpia e criou os jogos em homenagem a Zeus e a si próprio.
            Lendas á parte, só a partir do século VII a.C. surgiram as primeiras referencias arqueológicas, histórica, revelando que durante há muito tempo, Pisa, Elis e Esparta, as principais cidades-estadogregas lutaram entre si e destruíram a unidade dos pais. Ifito, rei de Elis, consultou o oráculo de Delfos que revelou a intenção dos deuses de intervir nesta guerra, desde que os jogos instituídos por Hércules, e que estavam esquecidos, fossem estabelecidos.
            Em 884 a.C., Cleostenesde Pisa, Ífito de Elis e Licurgo de Esparta encotraram-se no vale da Olimpia – Um território neutro  - estabeleceram um tratado    celebrando os jogos e a trégua sagrada entre as três cidades posteriormente estendida a todo país.
            “Olímpia é um lugar sagrado, quem lá ousar ingressar armado será culpado por sacrilégio. Também é sacrilégio quem não vingar Tal Ultraje se isto estiver ao seu alcance.”
            Alguns historiadores acreditam que os jogos foram realizados a partir desta data, entretanto a primeira edição historicamente comprovada data de 776 a.C.
            Em 146.a.C a Grécia passou as ser província romanda, e os jogos olímpicos se tornaram eventos realizados para satisfazer o ego dos abastados sociais, com o caso de Nero q mesmo caindo varias vezes se tornaram vencedor da corrida de bigas.
Em 146 a.C. a Grécia passou as ser província romanda, e os jogos olímpicos se tornaram eventos realizados para satisfazer o ego dos abastados sociais, com o caso de Nero q mesmo caindo varias vezes se tornaram vencedor da corrida de bigas.

Lei dos jogos

Na Grécia antiga segue-se a lei dos jogos:

I o atleta devia ser cidadão livre, nem escravo nem estrangeiro;
I o competidor não podia ter sido punido pela justiça, nem ter moral duvidoso;
III no prazo legal, o atleta deva inscrever-se para o estagio no ginásio de Elis, cumprir o período de concentração, passar pelas provas de classificação e prestar o juramento;
IV o competidor não podia se atrasar. O retardatário era eliminado da competição
V as mulheres casadas eram proibidas de assistirem aos jogos ou de subirem ao Altis sob pena de serem atiradas no rochedoTypeu;
VI durante os treinamentos e competições, os treinadores podiam comparecer nos recintos determinados;    
VII era proibido matar ou provocar voluntariamente ou involuntariamente a morte do adversário;
VIII era proibido perseguir fora dos limites, empurrar o adversário ou praticar comportamento desleal;
IX era proibido amedrontar;
X a corrupção de arbitro ou participantes era punida com chicotadas;
XI o competidor era proclamado vencedor quando o competidor não comparecia
XII era proibido rebelar-se publicamente contra decisão dos juízes;
XIII o competidor descontente contra uma decisão dos árbitros podia recorrer ao Senado Olimpico. Os árbitros podiam ser punidos ou sua decisão anulada, se fosse considerada errada;
XIV qualquer um dos membros da arbitragem não podiam competir.


Modalidades esportivas:

*Corrida Livres
*Corrida Hípica
*Corrida Armada ou Hoplitodromia
*Luta
*Pentatlo
*Pugilato.
*Pancrácio
*Esportes Eqüestres














segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O desrespeito pelo respeito

Filme “Escritores da Liberdade”

Engraçado como o orgulho nos cega, o quanto tomamos para nós a guerra urbana estabelecida por outras pessoas. O quanto o que julgamos ser honrar a raça, nada mais é que alimentar o desrespeito pelo próximo, que sofre tanto quanto nós, não por orgulho, mas pelo sentimento de inferioridade que carregam.
Aceitar as diferenças, para alguns não é fácil, acredito que ainda mais difícil quando não aceitamos nossas próprias diferenças, não importa a etnia, o fato é que cada uma delas se sente de certa forma injustiçada, ressaltam o quanto são discriminadas, exaltam os revolucionários de suas raças, mas parece que não entendem que eles lutaram pela igualdade e não pela inferioridade a qual os julgam as chamadas “raças superiores”.
Acredito que é fácil aceitar as coisas sem questionar, mas este estado de acomodação é o que nos desilude sobre perspectivas de mudanças, percebi o quanto é difícil propor algo que quebre parâmetros, para o sistema, no caso o educacional, impedirem o conhecimento ou limitá-lo, fazem com que as pessoas não explorem suas capacidades, pode-se perder aí talentos que poderiam mudar o rumo de muitas coisas, como a história, a arte, a ciência, etc.
Somos capazes de mudar, precisamos de um estimulo, mas o que acontece ao meu entender que aqueles que se limitaram no decorrer de suas vidas acham que temos que seguir por este mesmo caminho, é como se provassem o quanto foram incapazes de terem feito a diferença.
Não é fácil mediante a tais mudanças deixar de lado as diferenças e muito menos lhe dar com elas, isso exige uma dinâmica em que se interaja todos, explorando seus medos, receios, preconceitos, nos deparamos com a desigualdade social e o “ódio” que isso provoca numa mente que nunca teve ou não soube aproveitar as oportunidades que tiveram.
Parece mais cômodo dizer que somos vítimas, que somos e sempre seremos vistos como injustiçados, que sempre fulano será aceito por isso, que beltrano conseguirá por aquilo, isso é subestimar nossa s forças de sermos tão capazes quanto.
A ignorância talvez gere o ódio numa mente que só ouviu lamentos e reclamações das pessoas de seu convívio, e dizer que seremos apenas uma estatística nos cause o pensamento de que seremos só mais um. Parece que a sociedade nos vira as costas, parece que sempre seremos vistos com desconfiança, é fácil notar aí o preconceito, mas se parte de nós, então nós temos nossa parcela de culpa e acredito maior parte dela, porque o preconceito já vem de nós, já nos julgamos não ter, não sermos capazes.
Uma das causas do preconceito é o modo da sociedade em dar chance, em acreditar, em se relacionar, em entender que somos todos iguais, mas não, pensamos só em nós mesmos, o egoísmo ainda é um erro que teimamos em alimentar.
Em meio a esse egoísmo banal, surge entre muitos jovens, à maneira equivocada de querer mudar esta visão “marginalizada”, se assim posso me expressar que se tem sobre essas raças, (não me refiro aqui a nenhuma especifica, mas sim as que observei no filme), ao contrário só as fortalecem, essa guerra urbana geradora de violência a qual só se perde, e em meio a essas percas vidas que nos são caras se tornam resultado desta revolta sem sentido.
Se pararmos para pensar, cada um vive sua guerra interna, não importa quem morreu o ódio ou a raiva nasce sobre aquele que apertou o gatilho e reflete naqueles que fazem parte de tal etnia, não um dos, mas todos, e ver e aprender que esse preconceito que gera ódio ou desprezo em nada nos faz bem teimamos em quere vingar de alguma forma. Será tão difícil quebrar esse orgulho ferido?
Nossa visão egoísta não nos permite perdoar, o primeiro passo, acredito para o estimulo dessa visão é através da convivência, e a escola proporciona isto, pois somos moldados por conceitos que se perdem ao contato de outras culturas. Os professores, a do filme no caso percebe que pode fazer algo para mudar isto, embora seja restrito seu método, visto que, é justamente aí que o sistema peca, peca em não querer que os alunos cresçam, percebem que somos todos iguais, que podemos aprender uns com os outros, estimular isso, proporcionar este convívio, acredito ser essencial para aqueles que exercem essa profissão e tem essa responsabilidade. Podem se criar expectativas para quem se encontra sem perspectiva, que acredita que sua vida será como dizem, como se ouviu, como se conhece no decorrer da mesma.
O incentivo desta profissão, que visa quebrar pré-conceitos sobre o que se julga diferente, parece ser desestimulado de certa forma por familiares, amigos, justamente quem deveria e quem procuramos apoio, mas não somos entendidos, e nos deparamos com frases como “você não vai conseguir”.
Se não tivermos uma força de vontade maior do que o simples desejo seremos sempre fracassos em nossos objetivos, quando nos determinamos, nos dedicamos em fazer a diferença, o impossível torna-se um detalhe.
Quando nossos esforças trazem resultados, devemos sempre visá-lo como satisfatório, fruto de uma luta desacreditada, nisso quando feita sem uma intenção alimentada de lucros ou reconhecimento, quando queremos conquistar algo, acredito que se deve meditar sobre nossas atitudes, pois quando se faz pela realização pessoal todo resultado será recebido como um todo, e não somente pelo idealizador, reconhecer que seu trabalho deu bons frutos é ter a humildade reconhecer que a iniciativa foi sua, mas q colaboração de terceiros foi fundamental, é ter a consciência de que nada conseguimos sozinhos.
Num estado de iniciativa, creio que somos alem de sair do estado do comodismo, reavalia se a injustiça que julgamos sofrer vem dos outros ou de nós mesmos. É simples se fazer de coitado e/ou vítima é simples jogar a responsabilidade nos outros, e a que nos cabe onde fica?Somos vítimas de nós mesmos a partir do momento em que acreditamos não sermos capazes. Será verdade que não somos? Quem disse que não somos?Qual é a nossa verdade, aquela que queremos dizer ou a que nos dizem?
Nisso consiste que, aquele que cresceu ouvindo que não será bom o suficiente para estudar, trabalhar, se formar, se realizar, passará isso de geração em geração, ou seja, crianças nasceriam destinadas a ter uma vida tão infeliz quanto às de seus pais, irmãos, amigos, parentes, será isso uma verdade ou uma suposição?
A meu ver limitam nossas vidas, como se a realidade de uns não podem ser diferentes de uma geração que pode mudar tudo isso, donos de seus destinos, realizadores de seus sonhos. Talvez os adultos que se julgam conhecedores da vida e que acham fantasiosas essas mudanças, não entendam o sentido desta palavra. Somos a chave desta (mudança), assim como as gerações futuras, será certo dizer que algumas delas nunca serão felizes? Que o máximo que conseguirão é uma vida limitada sem perspectivas de realizações?
Temos a meu ver que alimentar a superação, fazê-las capazes de superar suas expectativas, e conseqüentemente, visar que chegará o momento em que não serão compreendidas por serem autênticas, por serem donas de seus destinos, e que podem fazer de suas vidas mais que um dado de uma pesquisa, mais que uma estatística, pois os que serão só mais um, se incomodarão por você ser um a mais. Seremos livres de cor, raça ou credo, seremos capazes de realizar, teremos discernimento entre a justiça que julgamos e a que julgam, estaremos livres de apegos, viveremos nossos sonhos sem frustrações, conquistaremos respeito sem querer impor, acredito que queremos respeito sem ter consciência de exercê-lo.
Se analisarmos a história de vida de cada um dos personagens, percebermos o quanto a vida delas se parecem, sonhos destruídos, sem esperanças, sem melhoras, aprendem a viver sem oportunidade, tiveram plantado em suas mentes o preconceito dentro de seus povos, e começaram a associá-lo com o mundo ao seu redor. Isso até hoje se faz presente, uns se julgando mais, outros menos. O importante  é ter a consciência de que sempre terão pessoas dispostas a mudar, você, eu?O ideal seria todos, desde que o primeiro passo seja dado, não cultivamos nas gerações que virão os dissabores da vida, mas depositemos nelas um motivo para serem diferentes, de mudar sua realidade, de fazerem tornar reais seus sonhos, que os adultos destroem que saber que o mundo sempre trará diferenças, e olha alem das aparências é perceber o quanto somos todos iguais.